Uma característica inerente do feminino é a absorção. Nós mulheres recebemos, retemos e se estivermos conscientes, entregamos aquilo que não nos pertence e liberamos o que já está obsoleto.
Nosso útero é capaz de se expandir até 35 vezes para acolher um bebê, a receptividade pertence não só ao nosso corpo físico, nossas emoções, pensamentos e comportamento também congregam com este atributo. quando estamos em desequilíbrio tendemos a nos sobrecarregar, tomamos demandas e afazeres que não nos pertencem, assumimos responsabilidades que não são nossas.
Cair nas armadilhas do controle é movimento fácil para as mulheres, se por um lado desejamos nossa liberdade e ascensão, por outro é confortável manter o mundo embaixo de nossas asas: nossa vontade é feita, nada sai do previsível, do normal e seguro, por que tudo passa a acontecer do ?nosso jeito?, mas a vida vai perdendo seu fluxo natural, sua magia e leveza.
Nada de diferente acontece porque estamos presas a esta inesgotável doação do ?tem que?, e por consequência exaustas de tentar a perfeição aos olhos de fora e negligenciar o que acontece dentro de nós mesmas.
A prática do autoamor e do autocuidado são vitais para termos ânimo e darmos conta de todos os aspectos inerentes da nossa vida.
Este processo de dar vazão às nossas necessidades pode começar através do resgate da relação com nosso sangue menstrual. Muitas mulheres me questionam sobre como iniciar a sua relação com o sangue menstrual. É essencial considerarmos que durante décadas fomos instigadas a crer que nosso sangue é inapropriado, sujo e constrangedor, que nos causa dor e vergonha. Os ciclos femininos foram inseridos em um contexto pragmático, a própria palavra menstruação (que vem de mês, período cronológico em ação) nos remete a uma necessidade de inserir a praticidade e os rótulos a um processo que é cíclico mas não acontece como uma receita de bolo.

O fato é que sempre trata-se de uma limpeza energética profunda que nossa constituição feminina necessita realizar.
Inicie a relação com seu sangue permitindo-se romper as barreiras de formas-pensamentos as quais você foi persuadida a ter. Toque no seu sangue, sinta seu aroma, textura, perceba a coloração, se é espesso, se possui coágulos, permita que ele escorra pela suas coxas, entre em intimidade com ele.
Observe-se, sinta o que irá se transformar dentro de ti e aos poucos mude seus hábitos durante seu ciclo menstrual: recolha-se, anote seus sonhos, confie na sua intuição, pratique o autocuidado.

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Este movimento ritualístico aprofunda a intimidade comigo mesma e por consequência o pertencimento à Gaia e o respeito a todas as formas de vida.
Ofereça à Terra seu DNA, sua história, seu ventre. Estabeleça este elo de confiança com nossa querida Pachamama, entregue a Ela o poder de gerar a vida que há dentro de você.
Certamente a magia e a abundância não tardarão a se manifestar novamente, acredite: seu sangue é ouro alquímico!
Você se prioriza? Consegue dizer ?nãos? criativos e ?sins? libertadores?
O quanto a rotina tem sido leve e fluída?
Vídeos referente a este texto:
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